Edições
4ª EDIÇÃO
O FESTIVAL DE PERCUSSÃO E BATERIA DE LAVRA ANUNCIA QUE A 4ª EDIÇÃO SE VAI REALIZAR NO DIA 21 DE ABRIL 2012 PELAS 14:30!!!!!!
PELO 4º ANO CONSECUTIVO CONSEGUIMOS ORGANIZAR UM FESTIVAL QUE PRIMA PELA QUALIDADE E PROFISSIONALISMO DOS PARTICIPANTES.
A ENTRADA É GRATUITA BASTA ENVIAR UM E-MAIL COM NOME; IDADE E MAIL PARA: FESTIVALDEPERCUSSAOEBATERIA@GMAIL.COM
RESERVE JÁ O SEU LUGAR!!!!
Este festival vai contar com a presença de:
David Jerónimo

Aos 13 anos de idade começou a tocar bateria e aos 14 anos formou os Concealment, Banda com a qual já leva 17 anos de vida e 2 discos gravados, já teve o prazer de tocar em locais como Ritz Club, HardClub, Paradise Garage, Festival Ilha do Ermal Coliseu Micaelense, Metal GDL…etc partilhando tambem o palco com bandas internacionais.
Entre 2000 e 2005 tocou em cruzeiros, acompanhou os Artistas Gonzo e Jorge Vádio, gravou tambem alguns discos como Free Lancer.
Entre 2006 e 2010 acompanhou o artista FF gravando 2 discos de originais e um dvd/cd ao vivo, tocou durante este periodo em locais como Coliseu de Lisboa Coliseu do Porto , Pavilão Atlantico, Estádio Algarve, Madeira Live…etc Apareceu na Tv com as artistas internacionais Gianna Nannini e Sandra Nazic(Guano Apes) No ano de 2006 tocou com os The Starvan numa tour pelo Japão tendo tocado no Club Phase at Takadanobaba, Apollo Theater at Nagoya, Sunsui at Osaka, Rips at Hachioji, Eggman at Shibuya e por ultimo no Studio Coast – MTV/ Japan Street Calling 2006 , que deu em directo no MTV Japan.
Participou em diversos workshops com Alexandre Frazão, Bruno Pedroso, Dom Famularo, Thomas Lang, Virgil Donati, Mike Mangini, Gregg Bissonette… etc .
Este ano de 2012 participou no anuncio da PT 4G e tem-se afirmado também como produtor , no seu próprio estúdio (MalwareStudios).
Neste momento toca com a artista Adelaide Ferreira com os Tambor com os Concealment, toca tambem com o David Ripado nos DGang e tem aulas com o Michael Lauren.
www.myspace.com/davidconcealment
Nuno Aroso
Percussionista dedicado à criação contemporânea, Nuno Aroso, nasceu no Porto em 1978.
A sua carreira a solo tem vindo a assumir um papel fundamental na sua vida artística. Com olhos voltados para a exploração de novas técnicas, de renovados meios instrumentais e de aspectos cénicos inerentes à performance da percussão, Nuno Aroso tem colaborado activamente com inúmeros compositores dos mais variados quadrantes estéticos e de diferentes pontos do globo, resultando dessa colaboração o crescimento de um repertório próprio e idiossincrático, que simultaneamente contribui para o desenvolvimento da percussão enquanto área instrumental e perfomativa.
Depois de completar o curso de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho, Nuno Aroso foi admitido na Escola Superior de Música do Porto. Concluiu a licenciatura em 2001 com 20 valores no recital final. Em 2003 prosseguiu estudos de especialização no Conservatoire National de Strasbourg, obtendo o Diplôme de Soliste em Marimba e Vibrafone. Frequentou durante o período académico diversos cursos e masterclasses de percussão e música contemporânea, procurando encontrar as referencias fundamentais da actualidade musical. Em Paris, com Jean Pierre Drouet, abordou o repertório do teatro instrumental. Em 2001, foi-lhe atribuído o Prémio de Mérito Académico da Fundação Eng. António de Almeida, e em 2008 foi agraciado com a Bolsa de Criadores do Centro Nacional de Cultura pelo projecto Technicolor, um registo discográfico a solo em torno do universo do cinema. Mário Laginha, Eduardo Patriarca, Luís Antunes Pena, Luís Tinoco e Amanda Cole, foram os compositores que escreveram para este projecto.
É desde 1999 membro do Drumming – Grupo de Percussão, solista da Oficina Musical e colaborador do Remix Ensemble. Com estes grupos ou num plano solístico, tocou em estreia absoluta mais de 70 obras e gravou parte deste repertório para variadas edições discográficas. Destacam-se colaborações com as editoras: Groovescooter Records – Austrália, Cavalli-Records – Alemanha, Anemos – Espanha e as portuguesas, Numérica, Atelier de Composição, Clean Feed. Apresenta-se em concerto a solo e também em música de Câmara ao lado dos mais proeminentes artistas, maestros, grupos e compositores da actualidade, nos principais palcos das artes contemporâneas em Portugal e também em França, Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália, Eslovénia, Brasil, China, Tailândia, África do Sul, Argentina.
Particularmente motivado para o enriquecimento e renovação do conceito concerto enquanto espectáculo total, desenvolve com frequência relações artisticas com outras disciplinas: Dança, Cinema, Teatro, Literatura. Os projectos para a próxima temporada incluem edições discográficas a solo , bem como inúmeras primeiras audições de inúmeros autores da actualidade e passagens por importantes palcos nacionais e internacionais.
Paralelamente, é investigador do CITAR e desenvolve o doutoramento ““A Narrativa do Gesto – Música Contemporânea para Percussão””
Nuno Aroso Lecciona na Universidade do Minho.
Nuno Aroso toca com instrumentos Adams e baquetas Elite Mallets
Claus Hessler

Besides being an “in demand” clinician and performer; Claus is writing educational columns for the German DRUMS & PERCUSSION magazine and iPad App. He is also a member of the MODERN DRUMMER EDUCATIONAL TEAM contributing articles to the famous US magazine. His first book OPEN-HANDED PLAYING VOL. I (co-written with Dom Famularo and including a foreword by Billy Cobham) has been released worldwide with Alfred Publishing and earned international recognition including a 4-star review in the MODERN DRUMMER magazine. After that, DAILY DRUMSET WORKOUT turned out as a huge success in Germany and was also published in English in less than a year from its original release date. His latest educational release OPEN-HANDED PLAYING VOL. II: A STEP BEYOND (including forewords from Simon Philipps, Will Kennedy and Kenny Aronoff) was released at PASIC 2011. Other future book and DVD plans include taking care of Jim Chapin’s idea about collapsed rudiments (on which Dom and Claus have already released an educational poster), Moeller technique and a rudimental playalong project with alternate versions of traditional fife and drum tunes. Learn more about Claus’ book releases here …
“My father always spoke so highly of Claus, his dedication and technique. He thought Claus was great!” – Tom Chapin
Besides the wide stylistic range of his playing Claus’ unique and individual style of drumming comes as a mixture of stunning technical skills, open handed playing and ostinato work that never gets into being “just drums”. His teaching activities include the University for Music and Performing Arts in Frankfurt and a busy schedule of clinics and private teaching. The KEIMYUNG UNIVERSITY in Daegu (South Korea) awarded Claus a position as “Distinguished Professor”. As the first German respectively European drumset artist he was also invited to the DRUMMERS COLLECTIVE (New York) and the UNIVERSITIY OF PERFORMING ARTS / JU PERCUSSION FOUNDATION in Taipei (Taiwan). His workshops and clinics are known for a unique mixture of education and displaying stunning musical and drumistic skills likewise; sharing stage at international drum events with drummers like Steve Smith, Walfredo Reyes Jr., Dave Mc Clain or percussion fame Luis Conte and earning standing ovations at PASIC 2011. Claus endorses SABIAN cymbals, VIC FIRTH sticks, MAPEX drums and EVANS drumheads.
3ª EDIÇÃO
No passado dia 30 de Abril realizou-se a 3ª edição do Festival de Percussão e Bateria de Lavra, sendo esta edição marcada pela primeira internacionalização do evento, uma estratégia que visou o crescimento e inovação e se veio a confirmar como a mais acertada.
O evento contou com uma casa cheia, onde o público presente era bastante diversificado, desde alunos de bateria e percussão, músicos profissionais, até a famílias inteiras que se regalaram com este espectáculo marcado com um grande cariz pedagógico.
Pode-se dizer que os objectivos da organização foram amplamente atingidos dando mais um passo sustentável para o desenvolvimento de uma 4ª edição deste Festival que começa a demarcar-se no panorama musical português.
O evento iniciou-se com o baterista André Silva, sendo a sua performance pautada por uma aptidão técnica de grande nível e de uma musicalidade estonteante. Este tocou vários temas onde demonstrou toda a sua classe enquanto músico, seguindo-se da execução de um solo onde demonstrou uma linguagem muito criativa conferindo-lhe uma identidade musical muito própria.
A seguir, subiu ao palco um nome incontornável na percussão nacional, Sebastian Scheriff, percussionista argentino que trabalha em Portugal há muitos anos, onde o seu percurso tem sido pautado por uma grande qualidade musical. Scheriff conseguiu embarcar o público numa viagem rítmica onde passou por países como Cuba, Angola, Brasil, Cabo Verde, entre muitos outros.
A sua performance contou ainda com a colaboração do excelente músico Franco Scheriff, um pianista de grande classe, onde ambos executaram vários temas com um registo latin jazz e onde o percussionista Sebastian Scheriff pôde demonstrar toda a sua musicalidade e criatividade atrás do seu kit.
Salvador Niebla, um baterista de classe mundial, subiu ao palco após o intervalo, e demonstrou neste festival o porquê de ser considerado um mestre na bateria. Salvador, demonstrou uma aptidão técnica de grande calibre e executou vários temas que marcaram os últimos 30 anos da história da bateria.
Evidenciou uma grande empatia para com o público explicando a sua visão do instrumento de uma forma clara e simples, sendo que a sua abordagem aos temas foi marcada por grande rigor técnico e precisão na execução de todas as suas frases rítmicas.
A aposta da organização em trazer Salvador Niebla a esta 3ª edição foi claramente uma aposta ganha pois mostrou que é um ícone difícil de igualar atrás do instrumento e mostrou também ser um mestre na arte de ensinar.
Na galeria exterior do auditório esteve presente vários stands dos nossos parceiros, estando expostas baterias acústicas Taye e várias baterias electrónicas Alesis e Roland onde era possível ao público experimentar estes novos modelos e presentear aqueles que nunca tocaram bateria com a sensação de experimentar este tipo de instrumentos.
Os acessórios para percussão e bateria não foram esquecidos, estando exposto as últimas novidades neste capítulo.
A nível discográfico, esteve presente na galeria a Fnac com uma selecção de discos que fizeram história no mundo da bateria e percussão, uma selecção deveras interessante.
No intervalo o baterista Diogo Leite fez uma apresentação na galeria da nova série de pratos – Paiste Alpha Brilliant, onde executou um tema e explicou todas as características desta nova série.
De salientar que a animação exterior do recinto esteve a cabo da Orquestra de Percussão da Escola de Música de Lavra e do projecto – O Viso Tem-Tom!?, ambos projectos pedagógicos ligados à percussão.
Após esta edição pensamos ter dado mais um passo sólido e muito positivo para o desenvolvimento futuro deste festival.
Resta-nos agradecer a todos os nossos parceiros, pois sem eles não era possível colocar de pé este projecto e desenvolvê-lo ao longo destes últimos anos.
Por último, agradecemos a todos aqueles que estiveram presentes, e esperamos ter proporcionado uma excelente tarde e um ambiente de partilha e conhecimento.
Até para o ano….
Festival de Percussão e Bateria de Lavra
Maio de 2011
No passado dia 30 de Abril tive a sorte, o prazer e o privilégio de poder participar num festival fantástico para tocar bateria. Desde a 1ª edição do Festival de Lavra que tinha o sonho de poder tocar lá pois desde esse dia que tive a noção que era sem dúvida o acontecimento mais importante ao nível da percussão e bateria em Portugal. E foi quando surgiu o convite por parte do Francisco Lima e do Hugo Danin que me encheu de alegria e de certa forma de orgulho pois já outros grandes bateristas que são referências para mim lá tocaram também.
Todo o ambiente que envolve a vila de Lavra, todo o respirar da percussão e bateria naquele auditório, toda a participação do público no festival mexe com qualquer pessoa sem dúvida e comigo não foi diferente. Senti-me verdadeiramente bem, senti-me verdadeiramente feliz por poder ter participado, ter partilhado a minha música com todo o público presente. Procurei dar o melhor de mim pois o privilégio e o prazer foram sem dúvida enormes e o mínimo que podemos fazer é dar tudo o que temos.
Enche-me de alegria saber que há pessoas com uma vontade e um coração extraordinários que tornam estes dias possíveis. Ao Francisco Lima que é incansável e não deixa que nada falte, com todos os pormenores que envolvem a organização de um evento desta dimensão, só posso mesmo classificar todo o seu trabalho de excelente, fantástico e soberbo. Também ao Hugo Danin, ao sr. Paulo Nogueira, à Escola de Música de Lavra, aos amigos do Francisco com quem ele também conta e que o apoiam bastante, à equipa de som, aos outros convidados fantásticos, Sebastian Scheriff e Salvador Niebla com prestações notáveis e inspiradoras. Tornaram todo este festival possível.
Foi realmente um dia fantástico que eu espero que se repita por muitos e muitos anos. Obrigado por esta excelente iniciativa e quem sabe um dia possam organizar mais do que uma vez por ano, fazendo chegar a um outro sítio mais a sul este festival. Portugal precisa deste tipo de festivais, precisamos de espalhar todo este bom ambiente, toda esta paixão pela percussão e bateria por todo o país pois sem dúvida que a comunidade de amantes e profissionais é enorme.
Com um abraço enorme e os mais sinceros parabéns para a organização, muito obrigado por me terem proporcionado um dia inesquecível.
Quero felicitar toda a organização, em especial o Francisco Lima que tem um papel preponderante e que sem dúvida torna todo o festival possível.
André Silva
Na minha opinião, este festival, e uma mais-valia para o panorama musical nacional e uma boa montra alem fronteiras, do que de bom se faz, na arte da Percussão e bateria.
Talvez a maior valia deste evento, seja na pedagogia, e na capacidade mobilizadora das camadas jovens, no contacto com os músicos e a música em vivo.
Os Jovens, tem aqui, a oportunidade, de ver os profissionais da música a trabalhar; a possibilidade de ver ao vivo e interagir com o artista, e de perceber aquilo que eles ouvem nos discos, rádio, mp3, e vem nos vídeos.
Também ajuda a uma compreensão mais directa e real deste instrumento, ajudando a desmistificar alguns tabus e mostrando diferentes abordagens e metodologias de estudo, que qualquer aluno pode seguir e utilizar.
Participar neste festival, significou para mim, principalmente; um reconhecimento pelo trabalho e pelo caminho percorrido, em poucos anos, na procura da minha própria evolução como musica e percussionista, e uma confirmação do rumo que escolhi (de estudo, de sacrifício, de luta, e principalmente de partilha).
Agradeço imensamente o apoio de Hugo e Francisco, e de toda a equipa que trabalhou tão duramente, para este evento se concretizar e sempre com simpatia e muito carinho. Este tipo de feitos, fazem com que pessoas como eu, saiam inspiradas e com energia renovada para seguir trabalhando e lutando em prol da música, dos músicos, dos artistas, e da “amizade”.
Os meus votos para muitas e muitas mais edições deste festival.
Um grande abraço para todos, e já sabem… podem contar comigo para o que precisarem.
Sebastian Scheriff
Cuando Hugo Danin me llamo para participar en el festival de percussão e bateria de lavra fue una sorpresa. Nunca habia realizado un Clinic en Portugal.
Pero cuando llegue a Lavra y vi como estaba organizado, el nivel de los participantes…. me sorprendio aun mucho mas. Quiero felicitar a Francisco Lima y a toda la gente de la Escola de Música de Lavra creo que estan desarrollando una labor increible y de un nivel internacional.
Para mi ha sido un placer participar en este festival, conocer el ambiente, la dedicacion, el amor a nuestro mundo de la bateria y la percusion….Gracias por contar conmigo para este evento!
Salvador Niebla
2ª EDIÇÃO
Objectivo Cumprido!!!!!
A segunda Edição do Festival de Percussão e Bateria de Lavra esteve ao mais alto nível. Este realizou-se no passado dia 17 de Abril em Lavra/Matosinhos no auditório Mário Rodrigues Pereira onde recebeu grandes nomes nacionais da bateria e percussão.
Todos os objectivos foram cumpridos e esta 2ª edição foi um sucesso, estiveram presentes quase 500 pessoas assistirem ao evento, ultrapassando assim o número do ano passado. A nível dos media o festival conseguiu uma maior exposição face ao ano anterior, conseguindo chegar a um maior número de jornais e revistas do meio musical e jornais diários com cobertura nacional. Pela primeira vez foi realizada uma parceria com uma revista musical – Arte sonora e com uma cadeia de hotéis, conseguindo deste modo uma melhor organização e mediatização do evento. A presença de jornalistas no evento também aumentou face à 1ª edição.
A nível de promoção do evento, o número de cartazes afixados em lojas, escolas de música, estúdios, bares, concertos, etc. quase triplicou e pela primeira vez o festival de percussão e bateria apostou na construção de um site oficial, de modo a obter uma maior credibilização do projecto assim como uma maior facilidade na obtenção de informação sobre o mesmo.
No que respeita ao material sonoro, a organização conseguiu uma parceria com uma empresa de grande profissionalismo e com uma reputação bastante positiva no cenário musical português, sendo que as condições sonoras eram de facto excepcionais tanto para os músicos como para o público, evidenciando uma alta-fidelidade e um elevado profissionalismo por parte do staff técnico.
Podemos dizer que a solidificação do evento a nível nacional foi conseguida e o crescimento sustentável uma realidade. Para isso, muito contribui-o a entrega e dedicação dos convidados desta 2ª edição, evidenciando uma excelente qualidade na sua actuação.
Sendo assim, Jorge Oliveira trouxe-nos uma abordagem mais jazzística da bateria, demonstrando de seguida vários exercícios que visavam a independência e o desenvolvimento da criatividade. Este demonstrou uma grande ascensão e o porquê da sua presença em vários projectos de qualidade da música portuguesa.
Para finalizar a sua actuação, Jorge Oliveira tocou um tema da autoria do grande baterista António Sanchez, onde esteve acompanhado por Hugo Correia no contrabaixo, Jorge Loura na guitarra e Henrique Portovedo no saxofone. Este quarteto demonstrou grande maturidade e qualidade encerrado de uma forma exuberante o primeiro momento do festival.
De seguida Ruca Rebordão, percussionista com um currículo invejável e um rigor técnico e musicalidade fora de série subiu ao palco.
A exploração tímbrica aliada a um rigor rítmico de excelência marcou a fase inicial da sua actuação, onde demonstrou uma exploração exímia do seu kit de percussão, sendo este constituído por uma grande variedade de instrumentos percutivos e baseados em diferentes culturas mundiais.
Para finalizar a sua actuação Ruca Rebordão trouxe um convidado muito especial, Norton Daiello, um baixista de grande qualidade, donde resultou uma interactividade entre a percussão e o baixo poucas vezes vista, salientando uma grande exploração de ritmos brasileiros.
Resta dizer que Ruca Rebordão é de facto um músico de escala mundial e com um vocabulário musical quase inesgotável.
Depois das surpresas reveladas na primeira parte, o intervalo também veio surpreender.
Hugo Danin apresentou o seu novo Kit da Taye Drums, uma Studio Maple Orange Sparkle, que o irá acompanha na Love Tour, projecto composto por dois artistas de grande relevo no panorama musical português – André Indiana e Mónica Ferraz (ex-mesa), estes presentes no festival de forma acompanharem em primeira mão a revelação da bateria de Hugo Danin e conhecerem assim uma nova imagem e fase deste baterista com créditos bem firmados no mercado musical.
Após o intervalo, subiu ao palco Vicky, baterista com um currículo de grande extensão estando neste momento em tournée com Mariza.
Mais uma vez a qualidade foi uma constante e Vicky demonstrou uma supremacia técnica pouco usual e uma musicalidade e independência de outro mundo, este brindou o público com um solo inicial dividido pelos seus dois kits, um que o costuma acompanhar em tournée com a Mariza, e outro mais clássico. A demonstração de diferentes perspectivas aquando do uso dos diferentes kits foi uma realidade e vai de encontro a um dos objectivos principais do festival, mostrar diferentes formas de encarar o instrumento e partilhar conhecimento.
A sua simpatia foi contagiante, obtendo deste modo uma grande empatia com o público presente e a sua elegância enquanto músico fez-se notar ao mais alto nível, demonstrando que é um músico de classe mundial.
Posto isto, Vicky tocou vários Play-alongs demosntrando toda a sua versatilidade e dinamismo atrás da bateria.
Para encerrar as actuações, o público teve mais uma grande surpresa, foi realizada uma jam session com todos os participantes do evento, momento espectacular que levou tanto o público como os próprios músicos ao rubro, este sendo o espelho do bom ambiente vivido no backstage e a partilha e convivência entre os músicos durante todo o dia.
No final do festival proporcionou-se aos interessados uma ida ao palco para poder ver de perto os instrumentos e poder conviver com os músicos de uma forma mais pessoal.
Também na galeria do evento o sucesso foi palavra de ordem, uma exposição bastante interessante e o lançamento do DVD de Hugo Danin – Criatividade Rítmica ao vivo no 1º Festival de Percussão e Bateria de Lavra foi um acontecimento de grande simbolismo relembrando o público da 1ªedição do festival, já na altura coroada de grande qualidade.
A presença em primeira mão do DVD de Vicky – Elementos, foi também uma cereja no topo do bolo pois tornou a exposição ainda mais atraente para o público, demonstrando mais um excelente produto para a comunidade baterística.
Outro foco de atenção na galeria do auditório era a exposição de várias baterias Taye, onde se podiam ver todas as medidas existentes no mercado assim como vários exemplos de acabamentos e cores deste fabricante norte-americano.
Estiveram também expostos variados acessórios de percussão e bateria.
De salientar ainda que este evento só foi possível realizar devido à grande credibilidade conseguida ao longo destas últimas edições, o que permitiu a realização de várias parcerias com empresas de grande renome nacional e internacional, sendo que em alguns casos a presença destas também foi notada na galeria. A aposta por parte destas organizações neste evento só vem reforçar a confiança da organização face ao futuro.
Com esta 2ª edição, podemos dizer “objectivo cumprido” um evento que veio para ficar na comunidade musical portuguesa, que visa desenvolver o instrumento divulgando e promovendo as deferentes perspectivas e abordagens da percussão e bateria.
Muito obrigado a todos aqueles que tornaram este sonho realidade!!!!
19 De Abril de 2010
Organização do Festival de Percussão e Bateria de Lavra
1ª EDIÇÃO
O 1º Festival de Percussão e Bateria de Lavra aconteceu no dia 28 de Março de 2008 e contou com casa cheia – 390 pessoas.
Francisco Lima, o 1º baterista, abordou o tema da improvisação, proporcionando assim, a todos os presentes, uma lição não só destinada ao instrumento como também à vida musical.
Seguiu-se o 2º baterista Jorge Queijo, este trouxe uma abordagem muito pouco explorada da percussão e da bateria. Utilizou o beatbox demonstrando deste modo um lado mais criativo, formando um vocabulário sonoro bastante atraente e envolvente.
Jorge Queijo executou ainda vários exercícios de percussão corporal com o público, criando assim uma boa energia e dinâmica em toda a sala.
Por fim, o 3º Baterista, cabeça de cartaz e padrinho deste festival, Hugo Danin, falou sobre criatividade, demonstrando-o de uma forma espectacular, estando ao mais alto nível. A sua comunicação com o público e a sua abordagem deram um cariz especial à sua prestação.
Para finalizar e prestigiar ainda mais a 1ª edição do Festival, Hugo Danin estreou-se com seu trio de Blues contando com a presença de André Indiana, na guitarra e na voz, e João André no Baixo.
Na galeria do auditório, estavam expostas as várias marcas do mercado, no que diz respeito a baterias acústicas, electrónicas, pratos, acessórios, etc., tudo isto possível de ser experimentado. Na mesma galeria esteve presente uma réplica da bateria de Keith Moon, baterista dos The Who, um belíssimo instrumento.
O 1º Festival de Percussão e Bateria contou com alguns patrocínios, sendo que nenhum deles foi monetário.
- Centro Social Padre Ramos – cedência do auditório.
- Junta de Freguesia de Lavra.
- Castanheira SóMúsica – apoio logístico e técnico, instrumentos e galeria de exposição
- Cardoso & Conceição – galeria de exposição
- Pastelaria Estrela da Manha e cafetaria Double T – catering e bebidas
- Full On gráfica – cartazes do evento
- NoBrinde e Instituto Português da Juventude (IPJ) – Brindes de oferta (canetas blocos e fitas de pescoço)
- Restaurante Trinca Espinhas – almoços
- Flor Centro – ramos para os participantes
- One Letter Photography – fotografia
- Baterismos.pt e Fenther.net – divulgação
- Recursos Humanos – organização do evento
A organização agradece ainda a todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o sucesso da 1ª Edição.
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